A convivência no semi-árido será uma conquista que está sendo construída nos vários espaços de debates e de construção de alternativas para a sustentabilidade nas regiões que apresentam esse clima.Os indicadores econômicos e sociais delimitam as fronteiras da pobreza e da riqueza entre continentes e suas populações.
A degradação do meio ambiente e o agravamento das desigualdades sociais,fruto do modelo atual de desenvolvimento,colocam em risco as gerações futuras e presentes.Por isso repensar nas concepções de desenvolvimento ,construir novas estratégias e objetivos de um desenvolvimento sustentável ,são desafios que se colocam para humanidade.
O semi-árido é marcado por essa contradição de desenvolvimento.Por exemplo :é comum um cenário onde a mulher sertaneja apanha água turva,solos em desertificação,chuvas irregulares com longos períodos de estiagem. Isso não por que a seca é vilã, considerada o fator determinante da pobreza.A questão é bem mais complexa, a considerar o crescimento econômico estagnado ou lento,os indicadores sociais abaixo da média,promovendo assim um diagnóstico e referência ao semi-árido como um espaço problemático.
Deve-se pensar em alternativas de desenvolvimento, levando-se em consideração todo o seu contexto histórico, sua cultura e regionalidade. As proposta para a sustentabilidade deve alcançar a convivência do sertanejo no semi-árido, relacionando desenvolvimento sustentável aos avanços tecnológicos e respeitando os limites dos recursos naturais,aproveitando assim as condições edafoclimáticas locais.
Um dos fatores que explicam as dificuldades no semi-árido é o manejo inadequado, que aumenta as áreas antropizadas. As atividades e tratos culturais agropecuários inapropriados provocam a degradação ambiental. O uso intempestivo dos recursos traz a perda gradual da fertilidade do solo, somado a própria característica (pedregoso e impermeável) proporciona a desertificação.
A limitação de estudo e as poucas ações de políticas públicas voltados para o bioma caatinga, que por sua vez possui poucas áreas de conservação, sendo considerada passiva de proteção com Código Florestal a Lei 4771, constata a gravidade dos problemas no semi-árido. Há muito tempo essa problemática foi relacionada á seca e não as desigualdades sociais.
O semi-árido deve ser visto como um espaço possível de desenvolvimento com base na sustentabilidade ambiental, combinando a qualidade de vida das famílias sertanejas com incentivos as atividades econômicas apropriadas.Algumas alternativas como as descritas abaixo devem ser repensadas:
· Aumentar a produtividade econômica com proposta para uma produção apropriada local;
· Combate a seca e seus efeitos;
· Repensar o contexto histórico
Percebe-se, portanto, a necessidade de atitudes governamentais junto a sociedade que não vise a exploração econômica ou beneficie a elite local.
È preciso analisar o que foi e o que está sendo feito .as mudanças significativas nas políticas governamentais e práticas sociais,o histórico dessas praticas em cada região que podem ser marcadas por interesses econômicos e /ou políticos,são pressupostos que devem ser considerados para quebra de paradigmas que levam a mudanças substanciais nas concepções da realidade e nas proposições para o desenvolvimento sustentável no semi-árido brasileiro,traduzindo uma nova proposta para a convivência do sertanejo nesse espaço. Geofísico e cultural.
.Por: Ana Patrícia Medeiros dos Santos
Nenhum comentário:
Postar um comentário