IDENTIDADE


Catinga (do Tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. A caatinga ocupa uma área de cerca de 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos estados do Maralhão,Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,Sergipe, Bahia e parte do norte de Minas Gerais.


Apresenta vegetação típica de regiões semiáridas com perda de folhagem pela vegetação durante a estação seca. Anteriormente acreditava-se que a caatinga seria o resultado da degradação de formações vegetais mais exuberantes, como a Mata Atlântica ou aFloresta Amazônica.

"vegetação da caatinga é adaptada às condições de aridez (xerófila)."

A caatinga é uma savana - estépica com fisionomia de deserto, que se caracteriza por um clima semi - árido com poucas e irregulares chuvas,
solos muito férteis e uma vegetação aparentemente seca.A vegetação muito reduzida por a falta da água nessa região.

Porém, este patrimônio encontra-se ameaçado. A exploração feita de forma extrativista pela população local, desde a ocupação do semi-árido, tem levado a uma rápida degradação ambiental. Segundo estimativas, cerca de 70% da caatinga já se encontra alterada pelo homem, e somente 0,28% de sua área encontra-se protegida em unidade de conservação.

Em 2010, no primeiro monitoramento já realizado sobre o bioma, constatou-se que a caatinga perde por ano e de forma pulverizada uma área de sua vegetação nativa equivalente a duas vezes a cidade de São Paulo. A área desmatada equivale aos territórios dos Estados do e do Maralhão e do Rio de Janeiro somados. O desmatamento da caatinga é equivalente ao da Amazônia, bioma cinco vezes maior.

Para reverter este processo, estudos da flora e fauna da caatinga são necessários.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ONGs buscam no exterior apoio para veto de Dilma a Código Florestal


Ciberativismo e protestos em diferentes nações são recursos empregados.

15 de dezembro de 2011


Protesto contra a aprovação do Código Florestal foi realizado pelo WWF na Alemanha(Foto: Divulgação)
Protesto contra a aprovação do Código Florestal foi realizado pelo WWF na Alemanha(Foto: Divulgação)
As organizações ambientais do Brasil têm buscado apoio no exterior para pedir à presidente Dilma Rousseff que vete as alterações feitas no Código Florestal, aprovado no Senado no último dia 6 e que será apresentado novamente à Câmara dos Deputados no próximo ano.
O Greenpeace e o WWF passaram a convocar e a "provocar" pessoas de vários países em defesa da causa por meio do ciberativismo, movimento ativista que utiliza principalmente a internet como forma de divulgação.
Manifestações em frente a embaixadas brasileiras em diferentes nações já foram realizadas com por meio deste movimento, inclusive na Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada na África do Sul, onde a frase “desliga a motosserra”, slogan de campanha contra o Código Florestal do Greenpeace, foi projetada na fachada de um hotel.
Outro exemplo é a campanha realizada pelo Greenpeace Internacional contra a nova lei ambiental brasileira, com a utilização de vídeo que mostra como as principais cidades do mundo ficariam sem seus cartões-postais e aponta a gravidade do desaparecimento da Amazônia, com uma possível elevação do desmate e das queimadas. Tais fatos, segundo a ONG, seriam consequências da aprovação da nova lei.
Segundo Tatiana de Carvalho, coordenadora da campanha do Código Florestal no Greenpeace, cerca de 50 mil pessoas de fora do país assinaram uma petição virtual que será enviada ao governo federal. “Elas (as pessoas) querem saber como ajudar e por isso organizamos esse abaixo-assinado pedindo que sejam vetados pontos do projeto como a anistia para quem desmatou até 2008 e a redução das áreas de Reserva Legal”, afirma.
Para ela, o assunto ganhou força internacional e já há mobilização forte. “O mais importante agora é manter o debate sobre o tema até a votação do projeto na Câmara dos Deputados, no próximo ano”, explica.

Alemanha
Nesta quarta-feira (14), um grande telefone de emergência com a mensagem “Veta, Dilma”, além de cartazes e uma bateria de escola de samba chamaram a atenção de quem passava pelo centro de Berlim, na Alemanha.
Segundo Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil, a intenção do ato era despertar a atenção da sociedade para o tema, considerado complexo, mas que ter repercussão na vida de todos no Brasil e no mundo.
“É fundamental que a presidente cumpra com sua palavra e vete os dispositivos que concedam anistia a crimes ambientais e que promovam desmatamentos”, afirma.
Governo
Em várias ocasiões, Dilma tem reafirmado que vetará trechos que considere prejudiciais ao país e se declarou contra a consolidação de áreas desmatadas ilegalmente e à anistia a desmatadores.
No último dia 12, a presidente assinou um decreto que prorroga por mais quatro meses a suspensão de multas aplicadas a proprietário rurais que descumprem a atual lei ambiental por desmatamento.
O decreto anterior que suspendia as multas havia vencido um dia antes, o que deixaria milhares de produtores na ilegalidade. A intenção do governo é esperar a votação do Código Florestal na Câmara, que pode conceder anistia a parte dos produtores que devastaram suas terras. A suspensão das multas vale até 11 de abril de 2012.
O projeto que altera o Código Florestal só será votado na Câmara em março de 2012, segundo o líder do govern na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Fonte: G1 - Globo.com

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